Cinco locais para curtir a primavera em Curitiba

A chegada da primavera é um bom motivo para turistas e moradores explorarem ou redescobrirem Curitiba. Os parques, bosques e jardins, é claro, sempre são programas com a cara da estação das flores.

Silenciosos ou animados, relaxantes ou para atividades físicas, românticos ou para encontrar os amigos. Há parques, bosques e jardins em Curitiba para todos os gostos e preferências. - Na imagem, Jardim Botanico, um dos lugares preferidos pelos turistas em Curitiba. Foto: Daniel Castellano / SMCS
A capital ainda oferece outros refúgios especiais, tanto abertos como fechados. Alguns encantam pela natureza e sustentabilidade, outros pela cultura e tradição e até por levar o visitante a momentos de contemplação e reflexão. Mesmo nos dias de chuva, comuns neste período do ano, há oásis urbanos para curtir em família, levar um amigo em visita à cidade ou indicar para um turista como um passeio diferente.

“A chegada da primavera é um convite extra para moradores e turistas aproveitarem a cidade. Com o clima mais ameno, o que não faltam são programas ao ar livre, bem como as atrações em espaços fechados, como os shows, os eventos culturais e religiosos e a rica gastronomia”, afirma Tatiana Turra, presidente do Instituto Municipal de Turismo.



Cores primaveris nos parques e jardins

Silenciosos ou animados, relaxantes ou para atividades físicas, românticos ou para encontrar os amigos. Há parques, bosques e jardins em Curitiba para todos os gostos e preferências. Seja o Barigui, o Tingui, o Bosque do Papa, o Jardim Botânico, o Tanguá, o Passaúna ou o Lagoa Azul, é impossível não passear pela capital sem cruzar com alguns deles. 

Silenciosos ou animados, relaxantes ou para atividades físicas, românticos ou para encontrar os amigos. Há parques, bosques e jardins em Curitiba para todos os gostos e preferências. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Com a chegada da primavera, trilhas, pistas de corrida, árvores, lagos, túneis, cascatas, belvederes, pontes e novas flores ficam ainda mais convidativos para caminhar, praticar esportes, fazer um piquenique ou simplesmente contemplar a vida sentado no gramado sob o sol. Mas se cair aquela chuva inesperada, a maioria dos locais reúne cafés, bares e restaurantes e, no caso do Jardim Botânico, sua icônica estufa e o Museu Botânico, com belas exposições temporárias.

Doce encanto nos Jardins de Mel

Quando as flores começam a florir, na primavera, as abelhas iniciam intensamente a coleta do néctar e do pólen. As operárias entram e saem das colmeias e os melhores lugares para apreciar este curioso ritual de busca de alimentos são os Jardins de Mel, que se espalham por vários espaços da Prefeitura e reúnem charmosas casinhas repletas de abelhas sem ferrão. 

Doce encanto nos Jardins de Mel, as colméias podem ser apreciadas na Praça Osório, Parque Barigui, Jardim Botânico (Jardim das Sensações), Museu de História Natural do Capão da Imbuia, Bosque Reinhard Maack e Parque Tingui (confira como chegar no site). - Na imagem, Jardins de Mel na Praça Osório. Foto:Cesar Brustolin/SMCS
As colmeias podem ser apreciadas na Praça Osório, no Parque Barigui, Jardim Botânico (Jardim das Sensações), Museu de História Natural do Capão da Imbuia, Bosque Reinhard Maack e Parque Tingui (confira como chegar no site). Criado no ano passado, o programa da Prefeitura tem como objetivo tornar a população mais consciente sobre a importância das abelhas para o equilíbrio da biodiversidade do planeta.

Hortas do Cajuru ao Campo do Santana

Em meio ao asfalto, linhas de alta tensão ou trilhos de trem, plantações de alface, couve, brócolis e muitos temperos. Um programa diferente, que faz qualquer um se sentir no campo, é conhecer uma das 25 hortas comunitárias urbanas de Curitiba. 

Um programa diferente, que faz qualquer um se sentir no campo, é conhecer uma das 25 hortas comunitárias urbanas de Curitiba. - Na imagem, Horta Comunitária do Rio Bonito, no Campo do Santana. Foto: Valdecir Galor/SMCS
A maior delas, com três hectares, é a Horta Comunitária do Rio Bonito, no Campo do Santana, que reúne 100 famílias de produtores. Além de plantarem para consumo próprio, os agricultores doam para entidades filantrópicas e vizinhos. Do outro lado da cidade, no Cajuru, está outro ponto que tem apoio da Prefeitura. No local, 24 produtores cultivam canteiros repletos de pés de alface, couve, rúcula, almeirão e mostarda. 

Para turistas e curitibanos que se interessaram em conhecer os locais, a Horta do Rio Bonito fica na Rua Aretuza Machado de Andrade, na altura do número 72, no Campo do Santana (no local também é possível apreciar colmeias do programa Jardins de Mel). Já a Horta do Cajuru fica em frente ao número 100 da Rua Emilio Bertolini (sede da Rumo Logística).



No Convento Solitude, paz e boas energias

No coração do bairro Cajuru, o Convento Solitude é um verdadeiro refúgio. Uma tarde na morada das irmãs da Congregação Nossa Senhora de Sion é capaz de reequilibrar energias e trazer a paz para qualquer um. As religiosas levam uma vida contemplativa, ou seja, de clausura, mas é possível visitar o bosque, diariamente, com agendamento prévio. 

No coração do bairro Cajuru, o Convento Solitude é um verdadeiro refúgio. Uma tarde na morada das irmãs da Congregação Nossa Senhora de Sion é capaz de reequilibrar energias e trazer a paz para qualquer um. Foto: Divulgação


Não deixe de conhecer a gruta e a grande castanheira. Além disso, se moradores e turistas estiverem em busca de lugar para fazer um retiro espiritual, o Convento Solitude tem uma hospedaria, com quarto, banheiro e café da manhã. 

Um programa diferente, que faz qualquer um se sentir no campo, é conhecer uma das 25 hortas comunitárias urbanas de Curitiba. - Na imagem, o autônomo Ezequias Moreira Lima (Baiano), na Horta do Cajuru. Foto: Daniel Castellano / SMCS
Também com agendamento, a hospedagem é individual e tem diária de R$ 70. Reservas para pernoite precisam ser agendadas pelo telefone (41) 3366 0019. O convento fica na Rua Doutor Petrônio Romero de Souza, 930, no Cajuru.

No coração do bairro Cajuru, o Convento Solitude é um verdadeiro refúgio. Uma tarde na morada das irmãs da Congregação Nossa Senhora de Sion é capaz de reequilibrar energias e trazer a paz para qualquer um. Foto: Divulgação


Música e silêncio restaurador na Capela Santa Maria

Está explorando o Centro Histório e começou a chover? Que tal fugir do burburinho e conhecer um refúgio em pleno coração de Curitiba? A Capela Santa Maria, com sua bela arquitetura em estilo neoclássico, vai fazer curitibanos e turistas esquecerem da vida lá fora. 

A Capela Santa Maria, com sua bela arquitetura em estilo neoclássico, vai fazer curitibanos e turistas esquecerem da vida lá fora. Foto: Lucília Guimarães/FCC
O espaço, hoje “casa” da Camerata Antiqua, foi construído pela Congregação Marista, em 1939, em devoção à Nossa Senhora da Conceição. Fica aberto durante o dia, quando é possível apreciar os belos vitrais, o lindo teto e, principalmente, o silêncio e a paz que se espalham por todo o majestoso espaço da Prefeitura, administrado pela Fundação Cultural. 

A Capela Santa Maria, com sua bela arquitetura em estilo neoclássico, vai fazer curitibanos e turistas esquecerem da vida lá fora.. Foto: Levy Ferreira/SMCS

Não deixe de subir no mezanino para observar ainda mais de perto os detalhes do local e também conhecer o pátio interno. A Capela Santa Maria fica na Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro (próximo ao Teatro Guaíra) e está aberta para visitação das 9h às 12h e das 14 às 17h30, de segunda a sexta-feira.