Roteiro turístico traz histórias sobre a presença negra em Curitiba

Uma opção para quem quiser conhecer mais sobre a presença negra e sua participação na formação de Curitiba é percorrer a Linha Preta, roteiro com os principais pontos históricos da população negra em Curitiba. O trajeto fica no Centro da cidade e pode ser feito todo a pé.

Curitiba com o Centro Histórico onde acontece o roteiro turístico

O roteiro conta com 21 pontos de memória afrocuritibana, no Centro Histórico da capital, como o Largo da Ordem, as Arcadas do Pelourinho, a Catedral, Igreja do Rosário, entre outros. O agendamento pode ser feito no site CLICANDO AQUI.




O roteiro ficará em constante aperfeiçoamento e seu traçado deve abarcar, em breve, o interior de museus, galerias de arte, prédios históricos, teatros e muitos locais com forte ligação e formação negra em Curitiba.

Quase um quinto da população de Curitiba se declara parda (16,9%) e 2,8% são pretos. Os dados são do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pouco documentada, a história da presença negra na cidade, que este ano completou 320 anos, tem de ser contada ao contrário da cronologia.

Marcos

A Sociedade 13 de Maio, na Rua Clotário Portugal, 274, bairro São Francisco, é um ponto de encontro da cultura negra desde sua fundação, no ano em que a escravatura foi abolida no Brasil: 1888. Seu nome homenageia a data. Outro ícone é a Praça Zumbi dos Palmares, um memorial que homenageia todas as nações do continente africano, dentro de um parque no bairro Pinheirinho.

Uma das mais fortes imagens da presença negra no Paraná é a lavação da escada de pedra da Igreja do Rosário, em pleno Setor Histórico, com frente para a Praça Garibaldi e as laterais nas ruas do Rosário e Duque de Caxias. O templo onde ocorre a lavagem foi construído em 1731, com o nome de Igreja do Rosário dos Pretos de São Benedito – ali os pretos podiam entrar, pois não tinham ingresso à “igreja dos brancos” até meados do século 19.