Em Curitiba, os tons vermelhos e terrosos pintam as estações frias

A variedade de tons terrosos e vermelhos das folhas do liquidâmbar e do plátano dá cor às paisagens nas baixas temperaturas. Típicas de estações como outono e o inverno,, essas árvores nativas da América do Norte atingem com facilidade mais de 20 metros de altura e são encontradas em Curitiba em algumas poucas vias dos bairros Mossunguê, Cabral e Barreirinha. De vida longa, podendo ultrapassar os 200 anos de sobrevivência, são resistentes ao frio intenso, neves e geadas.




Técnico responsável pelo Horto da Barreirinha, Roberto Larine Salgueiro explica que a produção vegetal do Município prioriza as espécies nativas para a ornamentação das vias públicas e que são levados em conta porte, entroncamento e desenvolvimento das raízes.

“Os exemplares de liquidâmbar localizados no bairro Mossunguê foram plantados durante a reformulação do eixo de transporte leste-oeste, no ano 2000. No Cabral e Barrreirinha, encontramos algumas ruas com plátanos que foram plantados por particulares “, conta Salgueiro.




Flores

Verbenas, cravinas e amores-perfeitos, típicas flores de inverno, em variados tons de rosa e vermelho, irão colorir o Jardim Botânico, praças, parques, jardinetes e vias públicas da cidade a partir dos próximos dias.

As flores de inverno permanecem nos espaços públicos até o início do mês de novembro, quando começam a ser substituídas pelas espécies de verão. No total, Curitiba tem 1,5 milhão de flores plantadas. “As espécies de inverno se desenvolvem nas baixas temperaturas, resistem à geada e devem estar em sua floração plena daqui a 40 dias”, explica a diretora do departamento de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Erica Mielke.




O Jardim Botânico é o local da cidade que concentra o maior número de flores. São 150 mil unidades, substituídas a cada três meses. “A produção mensal atual do Horto Municipal é de 300 mil mudas de flores por mês durante todo o ano”, conta Erica.