Curitiba no inverno: Fria no clima e quente no acolhimento

Um dos cartões-postais mais conhecidos do país está em Curitiba. O Jardim Botânico possui quase 250 mil metros quadrados de campos e jardins floridos, cenário perfeito para fazer piqueniques, passear e tirar fotos. Uma obra de arte se destaca em meio à paisagem: a famosa estufa de vidro. Projeto do arquiteto curitibano Abrão Assad, a estrutura metálica de estilo art nouveau foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres e abriga diversas espécies tropicais. O Jardim Botânico ainda propõem ao visitante conhecer o espaço de olhos vendados. A proposta é fazer com que o turista sinta e perceba aromas e texturas esquecidos quando estamos enxergando.


A famosa estufa de vidro do Jardim Botânico de Curitiba atrai milhares de turistas todos os anos. Crédito: Renato Soares/MTur



Curitiba também tem a fama de ser a capital com o clima mais frio do Brasil. Mesmo não estando localizada no extremo sul, a proximidade do mar e a geografia da cidade contribuem para as baixas temperaturas. Longe de ser algo ruim, é no inverno que os curitibanos tiram as “japonas” do armário e a cidade se torna muito mais elegante e charmosa, propícia para entrar em um dos diversos bares da cidade, se aquecer, tomar uma “bera” ou aproveitar a gastronomia italiana, típica da região.

Apesar do frio no inverno, os curitibanos são um povo bastante acolhedor na estação fria e também nas outras estações. A receptividade dos paranaenses foi bem avaliada por 98% dos turistas estrangeiros e 97% deles pretendem voltar, segundo dados do Ministério do Turismo. Rodrigo Jacobs, engenheiro mecânico, morou em Curitiba por oito anos. Hoje passa os finais de semana na cidade com a esposa e concilia seu trabalho em São Paulo. “Conheci minha esposa em Curitiba, em um bar bem familiar, com comida caseira. É disso que mais gosto daqui: é uma cidade grande com características provincianas”, explica.


"Museu do Olho", como é chamado pelos curitibanos, o MON possui um acervo de mais de 7 mil obras. Crédito: Renato Soares/MTur



Segundo Rodrigo, uma das coisas que mais sente falta quando está fora são dos parques. São cerca de 40 espalhados pela cidade. O mais frequentado, o Barigüi, possui mais de 140 hectares de área verde. “É uma cidade muito acolhedora e muito limpa visualmente. Pra onde você olha tem zelo e cuidado. É uma cidade difícil de esquecer!”, ressalta Jacobs.



Rodrigo e Fernanda Jacobs aproveitam os atrativos de Curitiba com olhos de turista. Na foto, o casal visita a Ópera de Arame. Crédito: Arquivo pessoal


CULTURA 

Além do contato com a natureza, a capital paranaense conta com diversos atrativos culturais. A cultura, inclusive, é a principal motivação de turistas internacionais para visitarem a cidade. Algumas opções são o Museu Paranaense, o Museu Ferroviário e o Museu Oscar Niemeyer, o MON.





Conhecido pelos moradores como Museu do Olho, o acervo do local conta com aproximadamente 7 mil peças, mantidas num espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. O museu bateu recorde de visitação no ano passado atingindo a marca de 377,7 mil visitantes, maior número registrado desde que foi inaugurado, há 17 anos.