Cinco exposições imperdíveis pelos museus de Curitiba

Com as portas abertas e com todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte.

Com as portas abertas e com todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte. - Curitiba, 15/07/2021 - Foto: Kraw Penas/SECC


Cada instituição fica a curta distância uma da outra, o que facilita percorrer os museus para conhecer as novidades montadas ainda durante a quarentena e que agora podem ser aproveitadas pelo público.

Concentrados no Centro, Centro Histórico e Centro Cívico, os museus estaduais têm um entorno propício a agradáveis passeios a pé que valem a pena conhecer e rever.

Vale lembrar que é expressamente obrigatório o uso de máscaras protetoras no interior dos museus, que estão sinalizados para manter o distanciamento entre os visitantes e equipados com tapetes sanitizantes e dispositivos de álcool em gel.

Nesse pequeno roteiro, selecionamos cinco das principais exposições em cartaz nessas instituições.

Schwanke, uma Poética Labiríntica (MON)

O icônico Olho do MON apresenta um dos artistas mais premiados da arte brasileira. Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) tem a singularidade de permitir diferentes abordagens em sua obra e se estender por variadas formas, o que inclui desenhos, pinturas, livros, objetos, esculturas e instalações, num conjunto complexo e surpreendente. Com curadoria de Maria José Justino, a mostra faz uma retrospectiva do trabalho do artista desde a década de 1970 até as últimas produções, num total de mais de 150 obras, sendo boa parte inédita.

Schwanke, Uma Poética Labirintica.Museu Oscar Niemeyer(MON).Curitiba, 27 de abril de 2021.Foto: Kraw Penas/SECC.

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico.
Terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Educação pela pedra (Mupa)

Com curadoria de Moacir dos Anjos, a mostra inaugura a parceria entre o Museu Paranaense (Mupa) e a Fundação Joaquim Nabuco, do Recife. As obras de importantes artistas contemporâneos reunidas no belo espaço expositivo do Mupa, Centro Histórico da Capital, têm ou não a pedra como referência direta, mas de alguma forma remetem às lições do poema Educação pela Pedra, escrita por João Cabral de Melo Neto em 1966: a resistência, a concretude, a concisão e a impessoalidade. São audiovisuais, instalações e fotografias que desafiam o espectador na capacidade de articular a arte com a sua própria bagagem e aspirações.

Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco
Terça a domingo, das 10h às 17h30. Aos finais de semana é necessário fazer agendamento prévio AQUI.
Entrada gratuita.

Verdeazul – mostra individual de Dulce Osinski (MAC) 

O Museu de Arte Contemporânea do Paraná apresenta a exposição inédita Verdeazul, da artista paranaense Dulce Osinski. A artista investiga uma das grandes utopias da modernidade: a natureza. Nas palavras do curador Benedito Costa Neto, "a humanidade demorou séculos para ver o mundo de cima", e Dulce – maravilhada, curiosa e encantada com essa questão – nos apresenta essas paisagens a partir de uma perspectiva que nos dá a sensação de "sermos deuses" ou anjos, observando o mundo do alto. A exposição abrange a produção mais recente da artista: pinturas, gravuras e aquarelas produzidas entre 2008 e 2021, e é acompanhada de uma segunda mostra complementar, realizada na Sala Adalice Araújo (na sede da Superintendência-Geral da Cultura) onde o público pode conhecer outros trabalhos de Dulce Osinski, que fazem parte da coleção do MAC Paraná.

MAC NO MON

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico - Terça a domingo, das 10h às 18h - Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia).

SALA ADALICE ARAÚJO
Rua Ébano Pereira, 240 – Centro.
Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h.
Entrada gratuita.

Mostra permanente (MCAA)

A mostra permanente do Museu Casa Alfredo Andersen é focada nas obras do pintor em suas diversas fases. Lá é possível encontrar exemplares de seus três períodos, o norueguês (1873-1892), o litorâneo (1892-1902) e o curitibano (1902-1935). O curioso é perceber como o ambiente e o clima influenciaram Andersen em cada momento de sua vida: das paisagens, que transitam entre o realismo e o romantismo, até os retratos da sua fase final, carregadas de uma emoção pura, como escreveu a crítica Adalice Araújo. As pinturas do “pai da pintura paranaense” são, além de tudo, um símbolo do trânsito cultural entre o Brasil e a Europa na primeira metade do século XX.

Rua Mateus Leme, 336 – Centro.
Terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; sábados e domingos, das 10h às 16h
Entrada gratuita.

Ilhas da Imaginação (MIS-PR)

Partindo de seu acervo tridimensional, a exposição do Museu da Imagem e do Som do Paraná é um mergulho pelos dados históricos, técnicos e curiosidades, guiando o público para memórias e invenções audiovisuais. A coleção conta hoje com aproximadamente mil itens, entre câmeras fotográficas, filmadoras, moviolas, toca-discos, vitrolas, televisores, projetores e muitos outros equipamentos ligados às áreas de cinema, fotografia, rádio e televisão, doados ao museu pela comunidade, veículos de comunicação e instituições locais.

Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro.
Terça a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 16h
Entrada gratuita.